As maiores empresas do mundo têm investido em projetos milionários de branding, mas será que o resultado final dos logotipos não fazendo com que a aparência estética das marcas fique “parecida”.


São muitas as características estéticas que apontam a similaridade, entre elas posso destacar a simetria da tipografia, a ausência de serifas, o espaçamento entre caracteres, a paleta de cor monocromática, e até mesmo o uso do símbolo relacionado a marca, sempre de forma separada e não mais junto com a marca como era feito a alguns anos.

A grande reflexão se dá ao fato de que os logotipos estão todos muito parecidos. É claro que cada projeto de re-design / re-brading (se é que assim que podemos chamar), possui defesas baseadas em estudos conceituais, e assinados por criativos e agências de altíssimo gabarito, mas porque o resultado final tem ficado tão pasteurizado?

É um padrão? Ou uma tendência?

Quando se trata de abstração criativa, muitos profissionais confundem o que é um padrão de mercado com o que é uma tendência, e acabam transformando a própria tendência em um padrão. Sim, eu sei que parece dar um nó na cabeça, mas é isso mesmo. Uma tendência é utilizada tão repetidamente, que logo e se torna um padrão.

Ilustração do VelvetShark comparando os logotipos anteriores e atuais:


Também não podemos esquecer de mencionar que “disrupção” é algo que está em alta no setor criativo. Constantemente vejo esta palavra sendo utilizada para embasar e defender o “re-design” e alguns logotipos que na verdade, não são logotipos nenhum pouco esteticamente disruptivos. É preciso deixar de ter medo de criar, de ousar, de inovar.  É preciso considerar não ser “mais do mesmo”.

Ser diferente é a mesma coisa que ser disruptivo.
Não tenha medo.


Fonte: Velvetshark.com